Estou sempre com um livro por perto. Leio de tudo. Dos russos suicidas clássicos até mesmo histórias infantis que me trazem lembranças reconfortantes.

Há uns dois meses, meu pai me trouxe “O Inocente” de John Grisham. Eu já havia lido alguns livros de Grisham e gostado. São livros fáceis de ler. Daqueles que vc lê em 3 dias no ônibus voltando para casa naquele trânsito de São Paulo.

Comecei a ler o livro e logo a história me amarrou.

O livro narra a história de dois homens na pequena Ada, nos EUA. Numa reviravolta interessantíssima os dois são julgados e condenados pelo estupro e assassinato de uma jovem garçonete local. O mais interessante é ver como o advogado apresenta o caso. Sem provas concretas, sem UMA testemunha decente. Apenas possibilidades. Isso lá pela década de 70.

A pena deles é devastadora: um foi condenado à pena de morte e outro à prisão perpétua.

Na metade do livro eu descubro que se trata DE UMA HISTÓRIA REAL!!!!! ME espantei. Ainda mais pela forma como a história termina.

Gerou em mim um senso de raiva pelo sistema penal que permite a pena capital, que estou baseando meu TCC nesse tema. E ando lendo muito sobre o assunto e cada vez que aprendo uma coisa nova sobre pena de morte, mais me incomoda o fato dela existir. Os argumentos de quem é a favor não me convence e sempre me lembro daquele filme “Os últimos passos de um homem” no qual o personagem do Sean Penn também é condenado à pena de morte e suas últimas palavras são: “Quero dizer que acho que matar é errado. Não importa quem o faça. Quer seja eu, quer seja o Estado”.

Enfim….dica válida para quem se interessa pelo assunto.

Anúncios