Eu gosto muito do cinema que sai do óbvio. Foi assim que conheci Almodóvar e foi assim que passei a dar um pouco mais de importância para o cinema do oriente médio. A língua não acha atrativa em nada, porque p/ mim parece mais que eles cantam do que falam. Mas enfim….

Conversando sobre isso com um professor, chegamos a um filme que não digo que é excepcional mas que é, no mínimo, interessante. Tartarugas podem voar” é um filme que fala dos curdos no Iraque. Pelo menos os que restaram depois que Saddam os perseguiu como eu persigo uma boa liquidação de sapatos – entenda-se ferozmente. A história inteira se passa num campo de refugiados curdos antes da invasão norte-americana.

Se me dissessem que o filme se passa no inferno, eu acreditaria.

Odeio admitir que chorei (até porque isso é tão….mulherzinha, não?) em algum filme ou que algum filme me emocionou mais do que eu esperava, mas esse foi o caso. E todos que o viram me falaram a mesma coisa. Emociona ver crianças desmontando minas e revendendo em troca de armas. Emociona ver uma menina que não tem nem seus 15 anos (acho que nem 10) ser mãe de uma criança fruto de um estupro infligido por um soldado de seu próprio país. Emociona ver um menino sem os braços andar de bicicleta e nadar. Isso me emocionaria se fosse aqui nio Brasil. Acrescente a isso o pano de fundo dos curdos e é a receita que a Klinex queria para vender caixas e caixas de lenços.

O filme me deu uma boa perspectiva do que é ser criança num lugar como aquele. E eu achava que nunca ter tido uma barbie era chato!!! (Se bem que minha mãe estava certa….Barbies SÃO bonecas idiotas).

Enfim…para quem se interesse pelo cinema que sai do “normal” ou pelo assunto é uma dica.

Trailer. (Em inglês).

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