Seguindo a tendência lançada pela Bella Italiana, vou escrever sobre o assunto do momento.

ELEIÇÕES.

É muito interessante essa forma de escolha obrigada que nos é servida para fundamentar a democracia.

Parece meio que paradoxal isso, mas é o que temos, é o que nos foi dado, é o que explicita nossos direitos e formaliza nossas obrigações.

Somos obrigados a tomarmos partido de alguém, que muitas vezes, não conhecemos, só pelo exercício constitucional que nos legitima como um povo que é governado pela própria vontade do povo. Entenderam? Vou explicar de uma forma mais simplista e DIRETA.

Temos o direito de escolher quem quisermos para nos governar (…), bom, isso soa interessante, mas só que somos obrigados a exercer essa modalidade de liberdade pública. Eis o paradoxo. Como ser livre para escolher se TEMOS que escolher.

Eu poderia mesmo ficar divagando aqui sobre a sacanagem que há por trás disso, mas esse não é meu propósito agora. Numa outra oportunidade faço isso.

Existem todos os tipos de candidatos. Desde os preparados até os totalmente sem preparação alguma. Nosso chega a ser MUITO engraçado a diversidade eletiva que nos é apresentada. Putz, eu passo mal as vezes de tanto ficar sem graça por ELES.

É sério, eu fico mesmo sem graça pelas pessoas que se elegem, ou melhor, tentam se eleger, que chegam a tentar disputar uma eleição.

Digo isso mais direcionado aos candidatos à vereador, pois são eles quem estão em número maior e muito menos preparados para representar um povo.

É engraçado como algumas pessoas simplesmente se candidatam a um cargo que DEVERIA ser vinculado à serviços direcionados para uma melhora expressiva de um povo. Um cargo que deveria se direcionar à um serviço em prol do povo.

Um cargo público deveria ser tratado com respeito e ser pleiteado por pessoas PREPARADAS e conscientes de suas obrigações, mas não, isso não é o que acontece aqui e é exatamente o que me leva a passar mal, pela vergonha e também pelas gargalhadas que me fazem ficar com a barriga doendo. Passo mal mesmo.

Um exemplo, um único exemplo irei dar. Existem vários “tipos” eletivos, mas vou falar só de um. PAPAI NOEL. O cara está se elegendo como Papai Noel, é claro que ele não chega ao cúmulo de se fazer acreditar como o Papai Noel, não é tão doente assim, mas seus “santinhos” e sua propaganda, giram em torno DISSO.

Não irei falar mais sobre outros tipos, nem me prolongar sobre o bom velhinho, mas fica aqui meu recado.

Caracas… Votar ou não votar. É claro evidente que iremos votar, a não ser que você vá justificar, mas SOMOS OBRIGADOS a exercer esse exercício de cidadania, esse direito tão disputado anos atrás quando ainda não existia e que durante anos nos foi renegado na época ditatorial.

Mas é nosso direito ou nossa obrigação?… Isso eu ainda não sei.

Vamos votar… Sabendo ou não, querendo ou não.

E viva a democracia pela qual tanto lutamos…

Boas eleições a todos.

Anúncios