Bom, já comentei aqui antes que sou absolutamente fã de Eric Clapton.
Adoro o fato de que ele trouxe o blues para o rock ou vice versa. (Tudo bem que ele pode não ter sido o primeiro mas enfim….)

Por isso, foi com muito prazer que comprei “Eric Clapton: A autobiografia” juntamente com um cd duplo que repassa os maiores hits com todas as zilhões de bandas que ele teve. No livro ele conta as histórias por trás de grandes músicas como “Layla” (que ele escreveu para Patty Boyd que, na época, era mulher do George Harrison). Aliás, há mais ou menos 7 anos, fiquei sabendo que “Layla” – que sempre foi uma de minhas preferidas de Clapton – havia sido escrito para uma mulher chamada Patrícia. Nem preciso dizer que eu achava que era p/ mim né?! Mas quem nunca teve um sentimento desse aos 13, 14 anos? (Risadas malignas). Patty o inspirou a escrever basicamente um álbum inteiro – o Layla gravado na banda Derek and the Dominos – e também a canção “Wonderful tonight“. (Que é romântica demais, mesmo depois que vc descobre que ele escreveu a letra enquanto esperava ela se arrumar e era uma canção de raiva por esperar e não de amor. Mas o amor falou mais alto. **Suspiros femininos bregas**).

Ele conta também sobre a morte do filhinho dele de 4 anos e de como isso inspirou “Tears in Heaven“, “Circus left town” e “My father´s eyes”. Uma mais linda que a outra. Confesso que chorei quando li esse capítulo. Depois fiz algumas pesquisas na net e li um pouco mais de como o filhinho dele morreu e é de doer o coração.
Ele fala, inclusive, de como ele se sentiu mal quando picharam CLAPTON IS GOD num muro na Inglaterra. E de toda cocaína que usou (além de heroína) – nos levando à fabulosa (música, não a droga) “Cocaine”.

Além de tudo isso ser muito interessante, o livro é uma escola de Blues. Eric (só para os íntimos) fala de todos os artistas que o influenciaram de alguma maneira e de bandas que ele costumava e costuma ouvir. É uma verdadeira lição sobre o que é o blues de raiz. Para quem gosta, é só pegar o nome e ir atrás.

Portanto não tem como não gostar. O livro pode ficar um pouco monótono às vezes, principalmente para quem era muito novo ou nem vivo (eu!) na época.
E acho que ler a vida dele me redime por nunca ter conseguido ler toda a Bíblia (taí um post que enviarei para vovó). Afinal, eu já li sobre Deus e OUÇO Deus. Então tá tudo certo.

E amém!

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