Viver em sociedade já é por concepção literal, algo difícil. O homem possui necessidades práticas, econômicas e religiosas divergentes. Existem homens sem querênças tecnológicas que pode fazer a vida se tornar mais cômoda, homens sem grandes ambições materiais, sem louvores sobrenaturais. Existem homens sem precisão daquilo que sozinho não consegue. As vezes a simples vida é o que mais importa. O poder nem sempre corrompe certas pessoas. E é isso o que diferencia um Hitler de um Gandhi.

Viver junto ou próximo à outras pessoas, carece de compreensão, entendimento, paciência, conformidade, aceitação. Isso tudo pode ser algo impossível para muita gente. Impossível para todos aqueles que acreditam veementemente possuir a certeza sobre o mundo. Impossível para todos que acreditam ser donos da verdade e que querem a todo custo o poder.

Verdade é algo que com certeza ninguém tem. Isso seria uma verdade? Se é… Esqueçam. Verdade é algo estritamente subjetivo, a não ser sobre algo que está alem de homem, alem do bem e do mal. A verdade para existir de forma incorruptível e absoluta deve passar do campo solipsista humano.

E dá-lhe a subjetividade.

A busca pela certeza, e pelo poder, muitas vezes corrompe o homem e o transforma num animal com vontades exageradas.

A crença de que só suas crenças são reais e dignas de existirem, transforma o homem num guerreiro insaciável pela imposição do que se acredita certo num mundo alienado por infiéis.

Nossa, que bagunça terrível. Mas é… Verdade. Isso acontece no mundo em que vivemos. Acontece há séculos, acontece há milênio, acontece desde que o homem respira e pensa sobre o que deve ser o certo e o errado.

Cristãos, Islâmicos e Judeus, as três maiores religiões que costumam entrar em conflito para defender a Terra daqueles que não acreditam em seus salvadores.

Durante as Cruzadas, cristãos e mulçumanos guerrearam entre si pela terra santa. Durante a segunda guerra mundial, o povo judeu foi quase dizimado por aqueles que se achavam superiores. Há décadas, judeus e mulçumanos se digladiam pela existência de suas Nações.

Esse último exemplo de guerra está associado a questão de poder… Pois é assim. PODER PODER PODER…

O que me deixa mais desgostoso e espantado chorosamente de assistir à essa guerra sem fim e desproporcional, é a abismal diferença de poder de uma nação que possui armamentos superiores que interminantemente formaliza uma  investida brutal que mata mais inocentes do que terroristas, é o saber que um povo, que passou pelo inferno quando eram chamados como povo inferior, hoje subjuga outro povo.

Pode ser lido, em noticias pró Israel, que o grupo Hamas assalta os comboios de ajuda humanitária e não deixa o socorro entrar na Faixa de Gaza, mas nada pode explicar o contínuo ataque israelense que destrói muito mais do que se espera e isso não é tratado em tais notícias. Os ataques teriam por objetivo destruir focos do armamento terrorista, mas o que mais se vê são crianças morrendo.

Como alguém pode acreditar que isso é aceitável, justificável?

Como aceitar sem reclamar ou opinar um ataque contra prédios da O.N.U. Ataques contra escolas e hospitais da O.N.U. Ataques que acabam destruindo, também, as ajudas humanitárias.

Os dois lados podem estar completamente errados?

Quando se fala de vidas destruídas, mortes de inocentes ou não, de viver com terror no olhar e não saber se o sol vai brilhar amanhã.

TODOS os lados estão errados.

Isso é um crime contra a humanidade.

Fico triste por aqui esperando uma luz no fim do túnel.

4369271Foto retirada do Mídia Independente


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