Bom….acho que é de conhecimento comum que o governo divulgou a Política de Defesa Nacional. Andei lendo algumas coisas sobre o projeto. Pessoas contra e a favor. E todo aquele debate.

No site do governo tem uma pequena apresentação sobre o projeto onde se lê:

“Após um longo período sem que o Brasil participe de conflitos que afetem diretamente o território nacional, a percepção das ameaças está desvanecida para muitos brasileiros. Porém, é imprudente imaginar que um país com o potencial do Brasil não tenha disputas ou antagonismos ao buscar alcançar seus legítimos interesses. Um dos propósitos da Política de Defesa Nacional é conscientizar todos os segmentos da sociedade brasileira de que a defesa da Nação é um dever de todos os brasileiros.”

Eu não posso comentar isso sem sentir minha raiva subir! Há antagonismos, claro. Há controvérsias…óbvio (Hello Bolivia). Mas muito me admira que o país esteja focado nisso agora. Até porque, ainda temos pessoas passando fome. O fome zero e o Bolsa Família, não atenderam todo mundo. E com que propósito, o governo decide investir em poderio militar? Evitar que a Bolivia nos dê uma rasteira de novo? Enfim….eu não gostaria MESMO de viver num país que parece ter suas prioridades invertidas.

Será que o exemplo dos EUA não é o suficiente? Digo…o maior poderio militar do mundo, tem mais de 50 milhões de pessoas sem plano de saúda e – acredite se quiser – tem gente que passa fome lá também. E com suas guerras ao redor do mundo, o que foi mesmo que eles conquistaram? Além, é claro, do nariz virado da maior parte dos países sem contar da ONU.

Não que o poder vá subir à cabeça do exército brasileiro. Mas quando isso aconteceu no passado tivemos anos e anos de uma ditadura pesada. Além disso, um dos maiores argumentos usados pelo governo brasileiro quando solicitou um lugar no Conselho de Segurança da ONU foi justamente o fato de que não temos um exército muito forte. Afinal, se o Conselho de Segurança visa a paz, nada melhor do que ter um membro que se importa tanto com a paz a ponto de não investir na questão militar.
Qual será o argumento agora?

No documento, o governo atesta que:

“As medidas que visam à segurança são de largo espectro, envolvendo, além da defesa externa: defesa civil; segurança pública; políticas econômicas, de saúde, educacionais, ambientais e outras áreas, muitas das quais não são tratadas por meio dos instrumentos político-militares.”

Portanto eu entendo que o exército agora vai ter uma boa porção de afazeres governamentais. Eu gostaria muito de ver as políticas educacionais de segurança. Todo mundo sabe que o Brasil investe tanto na área que não temos mais onde enfiar (com o perdão do possível trocadilho) profissionais altamente capacitados.

Além dessas, diversas partes do documento que me causaram certo asco.

“Nesse ambiente, é pouco provável um conflito generalizado entre Estados. Entretanto, renovaram-se no mundo conflitos de caráter étnico e religioso, a exacerbação de nacionalismos e a fragmentação de Estados, com um vigor que ameaça a ordem mundial.”

Enfim…o documento todo tem uma certa desordem e talvez um intento de abraçar muita coisa ao mesmo tempo. Fala-se de muita coisa deixando algumas das mais importantes para trás. A população aceitou isso? Quanto será investido nessa empreitada? De onde virá o dinheiro?

Espero que, pelo menos agora, nossas crianças saibam exatamente onde ficam os países e aprendam que, por exemplo, a capital da Argentina é Buenos Aires. /

Vai que um dia precisamos atacá-los!
E vai que a gente erra!

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