Dicas


Antes de começar meu querido texto sobre nosso famigerado trânsito, gostaria de expressar um comentário…

Eu tenho que confessar que ando da mesma forma que dirijo. Explico da seguinte maneira: dirijo correndo, ando rápido, dirijo em zigue zague às vezes, ando em zigue zague quase sempre, dirijo dando seta, ando indicando onde to indo (pelo menos para quem está atrás, quem está ao lado quase não percebe, dirijo sem buzinar (odeio buzina) ando no maior silêncio. Mas uma coisa também tenho que dizer, sou estressado dirigindo. Odeio gente que andar devagar na minha frente, odeio quando buzinam e xingo de muitão.

Entre outras coisas, dirijo tão bem quando ando, já trombei em pessoas andando na rua, assim como já bati o carro também (twice), mas ainda bem que nunca bati com o carro num “alvo” imóvel, como também nunca dei de cara num poste.

No dia 13 de maio presenciei quase todos os tipos de coisa chata que odeio no trânsito. Peguei um engarrafamento de 1 hora e meia – dentro de um ônibus – durante um percurso que costuma durar 20 minutos, escutei buzinas para caramba, vi uma pista interditada por uma manifestação e com ambulância por perto, tive que andar alguns quilômetros no centro da cidade, fiquei parado – dentro de outro ônibus – em um cruzamento porque alguns motoristas adoram acreditar que conseguem não ficar no meio do caminho antes do sinal fechar, assim, todos ficam parados esperando um carro lá na frente, conseguir seguir caminho.

Mas não adianta ficar nervoso em situações assim, o jeito é botar em prática a respiração zen que aprendemos em filmes de kung fu e deixar as coisas acontecerem. Um adendo aqui, respiração é tudo.

Dirigir escutando música é algo que acho fundamental e estar com as janelas abertas também. Amo o vento batendo na cara, independente de estar frio ou não, já que posso estar agasalhado ou não, mas como gosto de frio, tal sensação um tanto quanto meio gélida me é agradável.

Eu gosto de seguir o fluxo e dirigir rápido é afrodisíaco, ficar em engarrafamento é broxante, mas nada que um surf music e alguém interessante do lado não possam resolver.

A trilha sonora pro transito é algo a se levar em consideração.

Um excelente Rock’n’Roll é fantástico quando o trânsito flui e o pode-se pisar no acelerador sem dó. Um Pop é interessante quando há mais pessoas e pode até rolar uma conversinha na boa. Um Blues é fodástico quando se está com a (o) parceira (o) e outras intenções, além de uma happy hours, estão passando pela cabeça, mas um Blues é bão de qualquer forma. Um surf music quando não se está com pressa e pra deixar a tranqüilidade pairar no ar.

outros estilos também podem trilhar o andamento do trânsito, mas ai já vai pela vontade e motivação do motorista. Eu poderia incluir a música erudita, o jazz, o reagge, mas os exemplos que dei já expressão bem aquilo que gosto.

Velocidade está ligada diretamente proporcionalmente à ritmo, bom, é o que acredito.

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Para quem curte ler sobre questões políticas de vez em quando.

Aliás, o site todo vale a pena dar uma olhada.

E falando de um pouco de cultura, vai rolar em São Paulo essa semana o FESTIVAL SESC MELHORES FILMES.
O Festival exibe todos os melhores filmes de 2008.
Obviamente que o Homem Morcego está lá assim como Vicky Cristina Barcelona.
Michael Moore fez um de seus melhores documentários (Sicko – SOS Saúde) e senti que ninguém deu muita bola mas vale assistir para conhecer melhor sobre o sistema falho de saúde dos EUA.
Juno vale também o ingresso. É bem supreendente.

PROGRAMAÇÃO:

QUINTA-FEIRA, DIA 9

14h30 – “Personal Che”
Direção: Douglas Duarte, Adriana Marino.
Direção: Colômbia/EUA/Brasil, 2007, 86 min, livre.

17h – “Um Beijo Roubado”
Direção: Wong Kar-wai.
Produção: França/China/Hong Kong, 2007, 97 min, 10 anos.
Com: Norah Jones, Jude Law, Natalie Portman.

19h – “Era Uma Vez…”
Direção: Breno Silveira
Produção: Brasil, 2008, 118 min, 2007, 97 min, 14 anos.
Com: Thiago Martins, Vitoria Frate, Rocco Pitanga.

21h30 – “Vicky Cristina Barcelona”
Produção: EUA/Espanha, 2008, 96 min, 14 anos.
Direção: Woody Allen.
Com: Scarlett Johansson, Penélope Cruz, Javier Bardem.

SEXTA-FEIRA, DIA 10

14h30 – “Quando Estou Amando”
Produção: França, 2006, 112 min.
Direção: Xavier Giannoli.
Com: Gérard Depardieu, Cécile De France, Mathieu Amalric.

17h “Juno”
Produção: EUA, 2007, 92 min, 10 anos.
Direção: Jason Reitman.
Com: Ellen Page, Michael Cera, Jennifer Garner.

19h “O Segredo do Grão”
Produção: França, 2007, 151 min, 14 anos.
Direção: Abdel Kechiche.
Com: Habib Boufares, Hafsia Herzi, Faridah Benkhetache.

21h30 “Encarnação do Demônio”
Produção: Brasil, 2007, 90 min, 18 anos.
Direção: José Mojica Marins.
Com: José Mojica Marins, Milhem Cortaz, Jece Valadão.

SÁBADO, DIA 11

14h30 “O Garoto Cósmico”
Produção: Brasil, 2007, 76 min, livre.
Direção: Ale Abreu.

17h “Persépolis”
Produção: França, 2007, 95 min, 12 anos.
Direção: Vincent Paronnaud, Marjane Satrapi.

19h “Batman O Cavaleiro das Trevas”
Produção: EUA, 2008, 152 min, 12 anos.
Direção: Christopher Nolan.
Com: Christian Bale, Michael Caine, Heath Ledger.

21h30 “Linha de Passe”
Produção: Brasil, 2008, 113 min, 16 anos.
Direção: Walter Salles, Daniela Thomas.
Com: Sandra Corveloni, Vinícius de Oliveira.

DOMINGO, DIA 12

14h30 “Wall-E”
Produção: EUA, 2008, 105 min, livre.
Direção: Andrew Stanton.

17h “Paranoid Park”
Produção: França/EUA, 2007, 81 min, 16 anos.
Direção: Gus Van Sant.
Com: Gabe Nevins, Daniel Liu, Taylor Momsen.

19h “Nome Próprio”
Produção: Brasil, 2007, 120 min, 18 anos.
Direção: Murilo Salles.
Com: Leandra Leal, Frank Borges, Luciano Bortoluzzi.

21h30 “Onde os Fracos Não Tem Vez”
Produção: EUA, 2007, 122 min, 16 anos.
Direção: Ethan Coen, Joel Coen.
Com: Tommy Lee Jones, Javier Bardem.

SEGUNDA-FEIRA, DIA 13

14h30 “O Caçador de Pipas”
Produção: EUA, 2007, 122 min, 14 anos.
Direção: Marc Forster.
Com: Saïd Taghmaoui, Shaun Toub.

17h “Senhores do Crime”
Produção: EUA/Reino Unido, 2007, 100 min, 16 anos.
Direção: David Cronenberg.
Com: Viggo Mortensen, Naomi Watts.

19h “Meu Nome Não É Johnny”
Produção: Brasil, 2008, 107 min, 14 anos.
Direção: Mauro Lima.
Com: Selton Mello, Cléo Pires, Júlia Lemmertz.

21h30 “Não Estou Lá”
Produção: Alemanha, 2007, 135 min, 12 anos.
Direção: Todd Haynes.
Com: Christian Bale, Cate Blanchett, Marcus Carl Franklin.

TERÇA-FEIRA, DIA 14

14h30 “Falsa Loura”
Produção: Brasil, 2007, 103 min, 16 anos.
Direção: Carlos Reichenbach
Com: Rosanne Mulholland, Cauã Reymond, Maurício Mattar.

17h “Vicky Cristina Barcelona”

19h “Luz Silenciosa”
Produção: México/França/Holanda, 2007, 127 min.
Direção: Carlos Reygadas.
Com: Cornelio Wall Fehr, Miriam Toews, María Pankratz.

21h30 “Um Conto de Natal”
Produção: França, 2008, 150 min, 14 anos.
Direção: Armaud Desplechin.
Com: Catherine Deneuve, Mathieu Amalric, Chiara Mastroianni.

QUARTA-FEIRA, DIA 15

14h30 “SICKO – $O$ Saúde”
Produção: EUA, 2007, 113 min, livre.
Direção: Michael Moore.

17h “Longe Dela”
Produção: Canadá, 2006, 110 min, 12 anos.
Direção: Sarah Polley.
Com: Julie Christie, Michael Murphy.

19h “Meu Nome Não É Johnny”

21h30 “Onde os Fracos Não Tem Vez”

QUINTA-FEIRA, DIA 16

14h30 “Linha de Passe”

17h “Falsa Loura”

19h “Não Estou Lá”

21h30 “Pan-Cinema Permanente”
Produção: Brasil, 2008, 83 min.
Direção: Carlos Nader.


Será que é muito estranho levar um ovo de Páscoa no cinema e passar o domingo vendo filmes??

Muito se fala sobre assuntos do coração. Talvez porque cada pessoa que passa por certas sensações também se sente livre para falar sobre o assunto. Até porque é um dos poucos assuntos em que a teoria não ajuda em nada e até vc ter alguma prática seus conselhos também não serão muito embasados.
A verdade é que tudo soa muito clichê quando o assunto é coração. Dores e amores se confundem. Mas ando pensando muito nessas coisas ultimamente. Isso porque estou lendo um livro que fala como um amor faz dois homens poderosíssimos da China comunista declararem guerra um ao outro.
No meio da trama descobre-se que são meio irmãos e a mocinha está apaixonada por ambos pois os dois, em algum momento de sua vida, a salvaram de situações complicadas – para não dizer terríveis. Além disso, o livro também fala de como o poder tem a força de corromper uma pessoa e, muitas vezes, se coloca acima do que é primordial para os seres humanos – as relações entre si.
Peguei esse livro na livraria porque o fato de o pano de fundo ser a China comunista chamou minha atenção além da menininha em mim ter adorado a idéia de um amor complicado.
Me interesso muito pela China e sua história e achei que poderia aprender alguma coisa (eu sempre acho. Até eu ver que ele fala tudo que eu encontro no wikipedia). Mas o livro é escrito por um chinês americanizado e o tom da história é interessante mas, realmente não espere aprender nada além do que já se sabe sobre o país.

Ainda assim, a história me prendeu e em 3 dias li tudo. Altamente recomedado. 🙂

A montanha e o Rio – Da Chen.

Bom, já comentei aqui antes que sou absolutamente fã de Eric Clapton.
Adoro o fato de que ele trouxe o blues para o rock ou vice versa. (Tudo bem que ele pode não ter sido o primeiro mas enfim….)

Por isso, foi com muito prazer que comprei “Eric Clapton: A autobiografia” juntamente com um cd duplo que repassa os maiores hits com todas as zilhões de bandas que ele teve. No livro ele conta as histórias por trás de grandes músicas como “Layla” (que ele escreveu para Patty Boyd que, na época, era mulher do George Harrison). Aliás, há mais ou menos 7 anos, fiquei sabendo que “Layla” – que sempre foi uma de minhas preferidas de Clapton – havia sido escrito para uma mulher chamada Patrícia. Nem preciso dizer que eu achava que era p/ mim né?! Mas quem nunca teve um sentimento desse aos 13, 14 anos? (Risadas malignas). Patty o inspirou a escrever basicamente um álbum inteiro – o Layla gravado na banda Derek and the Dominos – e também a canção “Wonderful tonight“. (Que é romântica demais, mesmo depois que vc descobre que ele escreveu a letra enquanto esperava ela se arrumar e era uma canção de raiva por esperar e não de amor. Mas o amor falou mais alto. **Suspiros femininos bregas**).

Ele conta também sobre a morte do filhinho dele de 4 anos e de como isso inspirou “Tears in Heaven“, “Circus left town” e “My father´s eyes”. Uma mais linda que a outra. Confesso que chorei quando li esse capítulo. Depois fiz algumas pesquisas na net e li um pouco mais de como o filhinho dele morreu e é de doer o coração.
Ele fala, inclusive, de como ele se sentiu mal quando picharam CLAPTON IS GOD num muro na Inglaterra. E de toda cocaína que usou (além de heroína) – nos levando à fabulosa (música, não a droga) “Cocaine”.

Além de tudo isso ser muito interessante, o livro é uma escola de Blues. Eric (só para os íntimos) fala de todos os artistas que o influenciaram de alguma maneira e de bandas que ele costumava e costuma ouvir. É uma verdadeira lição sobre o que é o blues de raiz. Para quem gosta, é só pegar o nome e ir atrás.

Portanto não tem como não gostar. O livro pode ficar um pouco monótono às vezes, principalmente para quem era muito novo ou nem vivo (eu!) na época.
E acho que ler a vida dele me redime por nunca ter conseguido ler toda a Bíblia (taí um post que enviarei para vovó). Afinal, eu já li sobre Deus e OUÇO Deus. Então tá tudo certo.

E amém!

Depois de ouvir essas duas, eu TINHA que colocar aqui.

Duas das melhores bandas que ouvi ultimamente. Divirtam-se. 🙂

Durante 4 anos… Período em que durou minha faculdade de Filosofia, li muita coisa, mas, se me lembro bem, somente coisas relacionada à faculdade, ao curso. Não me lembro de ter lido 100% um livro que fosse de assuntos diversos, um romance, um conto, uma novela, whatever.

Como já foi discutido com meus caros amigos de blog, e já muito bem iniciado pela Bella Italiana, teremos aqui, sempre resenhas de livros que gostamos, que nos é indicado, que descobrimos ao acaso, e que tenhamos saboreado com prazer.

Bom, iniciarei minha parte, com um livro indicado pela própria Bella.

Travessuras da Menina Má. Livro de Mario Vargas Llosa, jornalista, dramaturgo, ensaísta, crítico e literário, nascido no Peru. Mas vou ir direto ao assunto que é o livro.

O livro é sem dúvida, um dos que mais gostei. A história percorre o tempo, percorre o espaço. Começa no Peru durante a juventude do protagonista e termina… Bom, melhor não dizer.

A vida pode muito bem nos indicar caminhos diferenciados, indicar sugestões de possibilidades variadas, mas o eterno retorno é uma conseqüência inevitável.

O amor é um sentimento que não necessita de explicações extravagantes, bom, talvez só a extravagância possa compreender tal sentimento, mas nenhum tipo de “tentativa” explicativa consegue definir o que o amor verdadeiramente representa, e isso é muito bem representado nessa história que atravessa décadas. O protagonista é um exemplo real de como tal sentimento é existencial, doloroso, caloroso, excitante, prazeroso e também muito agradável.

Poderia ser minha história ou de qualquer outro leitor que se deixa envolver por contingências do destino e olha que eu não acredito em destino.

O livro é muito bom e é uma excelente escolha pra dias chuvosos ou com o sol a pino, já que, além de todo momento ser bom para leituras boas, o livro tem momentos que se encaixam em qualquer ocasião.

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