Política


Há alguns anos atrás – acredito que foi no 1o ou no 2o ano de faculdade – tive uma discussão forte com a minha professora de Ciências Políticas. Ela, além de ser petista, defendia que o salário dos deputados e senadores era totalmente justificável afinal Platão dizia que os políticos eram homens de ouro pois eram eles que liderariam o país.

Acho que ela esqueceu duas coisas:

1 – Isso aqui é o Brasil e
2 – Platão também disse que os homens não eram anjos e que precisam de mecanismos de controle. (Acho que foi Platão. Mas tenho certeza que foi um dos idolatrados pensadores).

Essa discussão nunca saiu da minha cabeça.
De qualquer forma, frente a toda essa discussão sobre quem pagou o que com o dinheiro de quem, pensei em um projeto que eu sempre quis elaborar. E isso é: criar um país. Do zero. Criar uma constituição, um sistema político, social, cultural. Eu ia fazer isso como trabalho de conclusão de curso mas infelizmente trabalhar e estudar não deixa muito tempo para pesquisas.

Conversando com o sr. Ragner, comentei sobre o assunto e a idéia pegou. Estamos pesquisando, portanto, formas de montarmos um país do zero onde COM CERTEZA o Legislativo não terá essa inércia que vemos hoje.

É só para sabermos quais são as reais dificuldades e os reais entraves que um país encara.

Novidades serão postadas continuamente.

Para quem curte ler sobre questões políticas de vez em quando.

Aliás, o site todo vale a pena dar uma olhada.

E falando de um pouco de cultura, vai rolar em São Paulo essa semana o FESTIVAL SESC MELHORES FILMES.
O Festival exibe todos os melhores filmes de 2008.
Obviamente que o Homem Morcego está lá assim como Vicky Cristina Barcelona.
Michael Moore fez um de seus melhores documentários (Sicko – SOS Saúde) e senti que ninguém deu muita bola mas vale assistir para conhecer melhor sobre o sistema falho de saúde dos EUA.
Juno vale também o ingresso. É bem supreendente.

PROGRAMAÇÃO:

QUINTA-FEIRA, DIA 9

14h30 – “Personal Che”
Direção: Douglas Duarte, Adriana Marino.
Direção: Colômbia/EUA/Brasil, 2007, 86 min, livre.

17h – “Um Beijo Roubado”
Direção: Wong Kar-wai.
Produção: França/China/Hong Kong, 2007, 97 min, 10 anos.
Com: Norah Jones, Jude Law, Natalie Portman.

19h – “Era Uma Vez…”
Direção: Breno Silveira
Produção: Brasil, 2008, 118 min, 2007, 97 min, 14 anos.
Com: Thiago Martins, Vitoria Frate, Rocco Pitanga.

21h30 – “Vicky Cristina Barcelona”
Produção: EUA/Espanha, 2008, 96 min, 14 anos.
Direção: Woody Allen.
Com: Scarlett Johansson, Penélope Cruz, Javier Bardem.

SEXTA-FEIRA, DIA 10

14h30 – “Quando Estou Amando”
Produção: França, 2006, 112 min.
Direção: Xavier Giannoli.
Com: Gérard Depardieu, Cécile De France, Mathieu Amalric.

17h “Juno”
Produção: EUA, 2007, 92 min, 10 anos.
Direção: Jason Reitman.
Com: Ellen Page, Michael Cera, Jennifer Garner.

19h “O Segredo do Grão”
Produção: França, 2007, 151 min, 14 anos.
Direção: Abdel Kechiche.
Com: Habib Boufares, Hafsia Herzi, Faridah Benkhetache.

21h30 “Encarnação do Demônio”
Produção: Brasil, 2007, 90 min, 18 anos.
Direção: José Mojica Marins.
Com: José Mojica Marins, Milhem Cortaz, Jece Valadão.

SÁBADO, DIA 11

14h30 “O Garoto Cósmico”
Produção: Brasil, 2007, 76 min, livre.
Direção: Ale Abreu.

17h “Persépolis”
Produção: França, 2007, 95 min, 12 anos.
Direção: Vincent Paronnaud, Marjane Satrapi.

19h “Batman O Cavaleiro das Trevas”
Produção: EUA, 2008, 152 min, 12 anos.
Direção: Christopher Nolan.
Com: Christian Bale, Michael Caine, Heath Ledger.

21h30 “Linha de Passe”
Produção: Brasil, 2008, 113 min, 16 anos.
Direção: Walter Salles, Daniela Thomas.
Com: Sandra Corveloni, Vinícius de Oliveira.

DOMINGO, DIA 12

14h30 “Wall-E”
Produção: EUA, 2008, 105 min, livre.
Direção: Andrew Stanton.

17h “Paranoid Park”
Produção: França/EUA, 2007, 81 min, 16 anos.
Direção: Gus Van Sant.
Com: Gabe Nevins, Daniel Liu, Taylor Momsen.

19h “Nome Próprio”
Produção: Brasil, 2007, 120 min, 18 anos.
Direção: Murilo Salles.
Com: Leandra Leal, Frank Borges, Luciano Bortoluzzi.

21h30 “Onde os Fracos Não Tem Vez”
Produção: EUA, 2007, 122 min, 16 anos.
Direção: Ethan Coen, Joel Coen.
Com: Tommy Lee Jones, Javier Bardem.

SEGUNDA-FEIRA, DIA 13

14h30 “O Caçador de Pipas”
Produção: EUA, 2007, 122 min, 14 anos.
Direção: Marc Forster.
Com: Saïd Taghmaoui, Shaun Toub.

17h “Senhores do Crime”
Produção: EUA/Reino Unido, 2007, 100 min, 16 anos.
Direção: David Cronenberg.
Com: Viggo Mortensen, Naomi Watts.

19h “Meu Nome Não É Johnny”
Produção: Brasil, 2008, 107 min, 14 anos.
Direção: Mauro Lima.
Com: Selton Mello, Cléo Pires, Júlia Lemmertz.

21h30 “Não Estou Lá”
Produção: Alemanha, 2007, 135 min, 12 anos.
Direção: Todd Haynes.
Com: Christian Bale, Cate Blanchett, Marcus Carl Franklin.

TERÇA-FEIRA, DIA 14

14h30 “Falsa Loura”
Produção: Brasil, 2007, 103 min, 16 anos.
Direção: Carlos Reichenbach
Com: Rosanne Mulholland, Cauã Reymond, Maurício Mattar.

17h “Vicky Cristina Barcelona”

19h “Luz Silenciosa”
Produção: México/França/Holanda, 2007, 127 min.
Direção: Carlos Reygadas.
Com: Cornelio Wall Fehr, Miriam Toews, María Pankratz.

21h30 “Um Conto de Natal”
Produção: França, 2008, 150 min, 14 anos.
Direção: Armaud Desplechin.
Com: Catherine Deneuve, Mathieu Amalric, Chiara Mastroianni.

QUARTA-FEIRA, DIA 15

14h30 “SICKO – $O$ Saúde”
Produção: EUA, 2007, 113 min, livre.
Direção: Michael Moore.

17h “Longe Dela”
Produção: Canadá, 2006, 110 min, 12 anos.
Direção: Sarah Polley.
Com: Julie Christie, Michael Murphy.

19h “Meu Nome Não É Johnny”

21h30 “Onde os Fracos Não Tem Vez”

QUINTA-FEIRA, DIA 16

14h30 “Linha de Passe”

17h “Falsa Loura”

19h “Não Estou Lá”

21h30 “Pan-Cinema Permanente”
Produção: Brasil, 2008, 83 min.
Direção: Carlos Nader.


Será que é muito estranho levar um ovo de Páscoa no cinema e passar o domingo vendo filmes??

Bom….acho que é de conhecimento comum que o governo divulgou a Política de Defesa Nacional. Andei lendo algumas coisas sobre o projeto. Pessoas contra e a favor. E todo aquele debate.

No site do governo tem uma pequena apresentação sobre o projeto onde se lê:

“Após um longo período sem que o Brasil participe de conflitos que afetem diretamente o território nacional, a percepção das ameaças está desvanecida para muitos brasileiros. Porém, é imprudente imaginar que um país com o potencial do Brasil não tenha disputas ou antagonismos ao buscar alcançar seus legítimos interesses. Um dos propósitos da Política de Defesa Nacional é conscientizar todos os segmentos da sociedade brasileira de que a defesa da Nação é um dever de todos os brasileiros.”

Eu não posso comentar isso sem sentir minha raiva subir! Há antagonismos, claro. Há controvérsias…óbvio (Hello Bolivia). Mas muito me admira que o país esteja focado nisso agora. Até porque, ainda temos pessoas passando fome. O fome zero e o Bolsa Família, não atenderam todo mundo. E com que propósito, o governo decide investir em poderio militar? Evitar que a Bolivia nos dê uma rasteira de novo? Enfim….eu não gostaria MESMO de viver num país que parece ter suas prioridades invertidas.

Será que o exemplo dos EUA não é o suficiente? Digo…o maior poderio militar do mundo, tem mais de 50 milhões de pessoas sem plano de saúda e – acredite se quiser – tem gente que passa fome lá também. E com suas guerras ao redor do mundo, o que foi mesmo que eles conquistaram? Além, é claro, do nariz virado da maior parte dos países sem contar da ONU.

Não que o poder vá subir à cabeça do exército brasileiro. Mas quando isso aconteceu no passado tivemos anos e anos de uma ditadura pesada. Além disso, um dos maiores argumentos usados pelo governo brasileiro quando solicitou um lugar no Conselho de Segurança da ONU foi justamente o fato de que não temos um exército muito forte. Afinal, se o Conselho de Segurança visa a paz, nada melhor do que ter um membro que se importa tanto com a paz a ponto de não investir na questão militar.
Qual será o argumento agora?

No documento, o governo atesta que:

“As medidas que visam à segurança são de largo espectro, envolvendo, além da defesa externa: defesa civil; segurança pública; políticas econômicas, de saúde, educacionais, ambientais e outras áreas, muitas das quais não são tratadas por meio dos instrumentos político-militares.”

Portanto eu entendo que o exército agora vai ter uma boa porção de afazeres governamentais. Eu gostaria muito de ver as políticas educacionais de segurança. Todo mundo sabe que o Brasil investe tanto na área que não temos mais onde enfiar (com o perdão do possível trocadilho) profissionais altamente capacitados.

Além dessas, diversas partes do documento que me causaram certo asco.

“Nesse ambiente, é pouco provável um conflito generalizado entre Estados. Entretanto, renovaram-se no mundo conflitos de caráter étnico e religioso, a exacerbação de nacionalismos e a fragmentação de Estados, com um vigor que ameaça a ordem mundial.”

Enfim…o documento todo tem uma certa desordem e talvez um intento de abraçar muita coisa ao mesmo tempo. Fala-se de muita coisa deixando algumas das mais importantes para trás. A população aceitou isso? Quanto será investido nessa empreitada? De onde virá o dinheiro?

Espero que, pelo menos agora, nossas crianças saibam exatamente onde ficam os países e aprendam que, por exemplo, a capital da Argentina é Buenos Aires. /

Vai que um dia precisamos atacá-los!
E vai que a gente erra!

Viver em sociedade já é por concepção literal, algo difícil. O homem possui necessidades práticas, econômicas e religiosas divergentes. Existem homens sem querênças tecnológicas que pode fazer a vida se tornar mais cômoda, homens sem grandes ambições materiais, sem louvores sobrenaturais. Existem homens sem precisão daquilo que sozinho não consegue. As vezes a simples vida é o que mais importa. O poder nem sempre corrompe certas pessoas. E é isso o que diferencia um Hitler de um Gandhi.

Viver junto ou próximo à outras pessoas, carece de compreensão, entendimento, paciência, conformidade, aceitação. Isso tudo pode ser algo impossível para muita gente. Impossível para todos aqueles que acreditam veementemente possuir a certeza sobre o mundo. Impossível para todos que acreditam ser donos da verdade e que querem a todo custo o poder.

Verdade é algo que com certeza ninguém tem. Isso seria uma verdade? Se é… Esqueçam. Verdade é algo estritamente subjetivo, a não ser sobre algo que está alem de homem, alem do bem e do mal. A verdade para existir de forma incorruptível e absoluta deve passar do campo solipsista humano.

E dá-lhe a subjetividade.

A busca pela certeza, e pelo poder, muitas vezes corrompe o homem e o transforma num animal com vontades exageradas.

A crença de que só suas crenças são reais e dignas de existirem, transforma o homem num guerreiro insaciável pela imposição do que se acredita certo num mundo alienado por infiéis.

Nossa, que bagunça terrível. Mas é… Verdade. Isso acontece no mundo em que vivemos. Acontece há séculos, acontece há milênio, acontece desde que o homem respira e pensa sobre o que deve ser o certo e o errado.

Cristãos, Islâmicos e Judeus, as três maiores religiões que costumam entrar em conflito para defender a Terra daqueles que não acreditam em seus salvadores.

Durante as Cruzadas, cristãos e mulçumanos guerrearam entre si pela terra santa. Durante a segunda guerra mundial, o povo judeu foi quase dizimado por aqueles que se achavam superiores. Há décadas, judeus e mulçumanos se digladiam pela existência de suas Nações.

Esse último exemplo de guerra está associado a questão de poder… Pois é assim. PODER PODER PODER…

O que me deixa mais desgostoso e espantado chorosamente de assistir à essa guerra sem fim e desproporcional, é a abismal diferença de poder de uma nação que possui armamentos superiores que interminantemente formaliza uma  investida brutal que mata mais inocentes do que terroristas, é o saber que um povo, que passou pelo inferno quando eram chamados como povo inferior, hoje subjuga outro povo.

Pode ser lido, em noticias pró Israel, que o grupo Hamas assalta os comboios de ajuda humanitária e não deixa o socorro entrar na Faixa de Gaza, mas nada pode explicar o contínuo ataque israelense que destrói muito mais do que se espera e isso não é tratado em tais notícias. Os ataques teriam por objetivo destruir focos do armamento terrorista, mas o que mais se vê são crianças morrendo.

Como alguém pode acreditar que isso é aceitável, justificável?

Como aceitar sem reclamar ou opinar um ataque contra prédios da O.N.U. Ataques contra escolas e hospitais da O.N.U. Ataques que acabam destruindo, também, as ajudas humanitárias.

Os dois lados podem estar completamente errados?

Quando se fala de vidas destruídas, mortes de inocentes ou não, de viver com terror no olhar e não saber se o sol vai brilhar amanhã.

TODOS os lados estão errados.

Isso é um crime contra a humanidade.

Fico triste por aqui esperando uma luz no fim do túnel.

4369271Foto retirada do Mídia Independente


Nunca escondi de ninguém as minhas opiniões políticas. Nunca tive problemas em defender questões que às vezes parecem perdidas. Ainda assim, acho engraçado quando ouço piadas de que sou a “anarquista da turma”.
Eu tenho sim um “Hasta la victoria siempre” tatuado na nuca. Mas acho que, se vc tirar o contexto político da frase (ou de quem disse a frase), ela fala simplesmente de superação. De não desistir. E não sei porque algumas pessoas se ofendem com isso.
Ainda assim, estive há um mês na República Tcheca (separando um post para as maravilhas). País que saiu do comunismo há mais ou menos 12 anos e que desde então se desenvolveu de uma forma espetacular. Acho até invejável. E me peguei questionando porque o Brasil demorava tanto. Desde que sou criança ouço que o Brasil é o “país do futuro”. Isso faz 22 anos. Como assim, a República Tcheca demora 12 anos para evoluir e a gente continua preso num passado patético? Enfim…isso já é uma outra questão e um outro post imenso.

Esse domingo estava na casa de um casal de amigos e decidimos assistir V de Vingança. Esse é um dos meus filmes preferidos e o conteúdo político é sensacional. Sem contar a fotografia.

Não conseguimos ver muita coisa porque a filhinha deles – de menos de 2 anos – não nos permitiu. Mas no dia seguinte encanei que meu namorado tinha que ver o filme. Meio que…OBRIGUEI ele a ver. (Ele concordou quando eu comentei que não tinha NADA de filiminho de mulher).
Ele se impressionou….achou muito interessante mas não entendeu quando eu me emocionei – eu admito algumas lágrimas (“invasão RagnerEu chego a ficar com os olhos lacrimejando em momentos assim também) – na cena em que a população praticamente toda se coloca na frente do Parlamento como que concordando com o discurdo do V de que certas coisas tinham ido longe demais. E eu acho MESMO isso emocionante. Acho bonito ver pessoas lutando por isso ou aquilo. Certo ou errado. Exercendo um direito de falar e meter o pau quando bem entende e sobre o que quiser. Escrevendo e se lamentando pela situação em que vivemos. Se expressando firmemente sobre suas opiniões. Não escondo de ninguém que admiro isso. E que me emociono com isso.
Mas sendo brasileira, isso só em filme mesmo. Ou nos jornais mas em algum outro país. Aqui não. Aqui é só futebol e carnaval. Só mini biquinis e funk.

Mas, devido ao meu “título”, andei pesquisando um pouco sobre anarquia em si. Porque a gente sempre pensa que anarquia é o caos, é a bagunça política, o fim da ordem. E não acho que seja assim. A anarquia só não dá certo porque parte de um pressuposto irreal: que os homens podem ser bons o suficiente a ponto de que não seja necessário um sistema político para o conduzir.
Sério? MESMO? Os humanos da Terra??? Os bípedes que eu conheço??

Não! A idéia pode parecer boa mas dá p/ imaginar o que aconteceria com o mundo sem algumas regras básicas de convivência? Se hoje já é moda jogar pessoas da janela, arrastar crianças por aí, assassinar ex-namoradas…imagina o que seria de nós se nada disso fosse passível de sentença e considerado crime? Portanto, eu acho que o anarquismo é aquele sonho de menina que quer virar princesa. É muito bom sonhar, mas só porque a gente sabe que a realidade é bem diferente. Porque se o sonho se tornasse realidade não seria tão bom quanto é – ou parece ser – nas nossas fantasias. (Afinal, ser princesa deve ser um tédio completo. Onde já se viu alguém viver sem se preocupar com contas a pagar??).

Então eu recuso o titulo que recebi. Ou não. Porque ser anarquista é moda né?! É cult. E cult é sempre interessante. (Eu acho!). Então tá…eu até posso ser anarquista…até porque isso evita que eu me torne petista e esse é um rótulo que eu não suportaria jamais.
De resto, eu continuo rindo de tudo e tatuando o que eu bem entender.

FIGHT THE POWER, BITCH! E depois vamos numa liquidação de sapatos! Ui.

Seguindo a tendência lançada pela Bella Italiana, vou escrever sobre o assunto do momento.

ELEIÇÕES.

É muito interessante essa forma de escolha obrigada que nos é servida para fundamentar a democracia.

Parece meio que paradoxal isso, mas é o que temos, é o que nos foi dado, é o que explicita nossos direitos e formaliza nossas obrigações.

Somos obrigados a tomarmos partido de alguém, que muitas vezes, não conhecemos, só pelo exercício constitucional que nos legitima como um povo que é governado pela própria vontade do povo. Entenderam? Vou explicar de uma forma mais simplista e DIRETA.

Temos o direito de escolher quem quisermos para nos governar (…), bom, isso soa interessante, mas só que somos obrigados a exercer essa modalidade de liberdade pública. Eis o paradoxo. Como ser livre para escolher se TEMOS que escolher.

Eu poderia mesmo ficar divagando aqui sobre a sacanagem que há por trás disso, mas esse não é meu propósito agora. Numa outra oportunidade faço isso.

Existem todos os tipos de candidatos. Desde os preparados até os totalmente sem preparação alguma. Nosso chega a ser MUITO engraçado a diversidade eletiva que nos é apresentada. Putz, eu passo mal as vezes de tanto ficar sem graça por ELES.

É sério, eu fico mesmo sem graça pelas pessoas que se elegem, ou melhor, tentam se eleger, que chegam a tentar disputar uma eleição.

Digo isso mais direcionado aos candidatos à vereador, pois são eles quem estão em número maior e muito menos preparados para representar um povo.

É engraçado como algumas pessoas simplesmente se candidatam a um cargo que DEVERIA ser vinculado à serviços direcionados para uma melhora expressiva de um povo. Um cargo que deveria se direcionar à um serviço em prol do povo.

Um cargo público deveria ser tratado com respeito e ser pleiteado por pessoas PREPARADAS e conscientes de suas obrigações, mas não, isso não é o que acontece aqui e é exatamente o que me leva a passar mal, pela vergonha e também pelas gargalhadas que me fazem ficar com a barriga doendo. Passo mal mesmo.

Um exemplo, um único exemplo irei dar. Existem vários “tipos” eletivos, mas vou falar só de um. PAPAI NOEL. O cara está se elegendo como Papai Noel, é claro que ele não chega ao cúmulo de se fazer acreditar como o Papai Noel, não é tão doente assim, mas seus “santinhos” e sua propaganda, giram em torno DISSO.

Não irei falar mais sobre outros tipos, nem me prolongar sobre o bom velhinho, mas fica aqui meu recado.

Caracas… Votar ou não votar. É claro evidente que iremos votar, a não ser que você vá justificar, mas SOMOS OBRIGADOS a exercer esse exercício de cidadania, esse direito tão disputado anos atrás quando ainda não existia e que durante anos nos foi renegado na época ditatorial.

Mas é nosso direito ou nossa obrigação?… Isso eu ainda não sei.

Vamos votar… Sabendo ou não, querendo ou não.

E viva a democracia pela qual tanto lutamos…

Boas eleições a todos.

E tem como falar de outra coisa?

As eleições estão quase aí e não tem como ficar livre dos candidatos. Fui almoçar ontem num restaurante que é normalmente sossegado. O único problema é ter uma televisão (Será que o dono não conhece aquele estudo que diz que as pessoas que comem vendo televisão ENGORDAM mais rápido??). Normalmente a televisão está ligada em algum programa esportivo. Mas, naturalmente, nos últimos dias temos almoçado com o horário político. Eu nem perdi o apetite mas vi cada coisa que só não me fez rir mais porque eu perderia o bife que estava comendo. E eu me recuso a perder um bife!

Enfim….que eleições para vereador é normalmente uma piada eu não nego. Mas veja abaixo a lista de pessoas que estão se elegendo. (Tente, por favor, ler depois do almoço. A última coisa que eu quero é causar congestão em alguém).

1 – Lacraia. Sim…é verdade. Não seria um BELO par com o Clodovil? Ela chama Marco Aurélio e está filiada ao PTB. Isso mesmo…o T significa TRABALHISTA. E todo mundo sabe que a Lacraia trabalha de verdade. E agora, ela quer trabalhar pelo povo.

2 – Netinho de Paula..é, aquele que bate em mulher e era de um grupo de pagode. Os bens no nome dele são avaliado em mais de um milhão, está afiliado no PC do B (não entendo porque os membros comunistas do Brasil não pedem para seus políticos dividirem as riquezas) e seu slogan é: “As pessoas se preocupam com a elite de São Paulo. Mas o gueto vai invadir. Vote no gueto.”
Nada a declarar. Tire suas próprias conclusões.

3 – Japones do funk.Eu nunca tinha ouvido nem falar dessa pessoa, não sei o que faz, como ficou famoso e como conseguiu esse nome tão original. Filiado ao Partido Progressista (não ria!) e em sua relação de bens consta: “EMPRÉSTIMO A SRA. XXXX = R$ 17.000,00”.
Se ele me emprestar esse valor eu voto nele! (Opa opa)

4 – Rita Cadillac. Grande…enfim…ela é, na verdade, Rita de Cássia. Está filiada no Partido Socialista Brasileiro. Seu grau de instrução é: “Ensino fundamental incompleto”. Ainda bem que para fazer parte da máquina de governo de um país como o nosso, equações de 2o grau não são importantes. A pessoa só tem que saber mesmo dividir…”dois para mim, meio para o povo”.

5 -Sérgio Mallandro (Agora com dois “l” por causa de numerologia). Vi ele outro dia. Sentado num jipe dando tchauzinho para ninguém e um monte de pessoas usando roupas de homem aranha entregando aqueles papéizinhos irritantes. Os bens dele? “O candidato não possui bens a declarar”. Viu?! Ele já é meio político…sumiu com todos os bens que a justiça poderia rastrear.

Michael Moore diria que essa é a beleza da democracia. Pessoas “comuns” concorrendo com políticos de experiência. E eu também acho que essa é a beleza de democracia. Mas vamos combinar que no Brasil, a coisa anda meio exagerada né?! Essa lista tá looooonge de ser bela (sem ofensas a Rita Cadillac e Lacraia).
E isso é só em SP…não sei nem dizer como a coisa anda feia no resto do país.

Vou começar uma organização que estimule as pessoas a votarem de olhos fechados. Imagina que demais?? Vc vota, não sabe exatamente em quem vc votou e descobre no dia seguinte. Não seria excitante?
Porque já que ninguém leva a sério essa porcaria, porque eu deveria né?!