Viagens


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Tenho saudades do tempo em que eu tinha mais tempo para ver o tempo passar!

Hoje o tempo passa de uma maneira que só me deixa saudades…

 Em breve vou parar o tempo, no intuito de me embrenhar nas encostas daquela parede de gelo… Quero segurar os ponteiros do relógio com a minha ânsia de uma boa aventura

 Preciso olhar para o alto daquela montanha e ver o tempo devastando tudo aqui embaixo

E pensar pelo menos que por alguns minutos estou livre das saudades de um tempo que não volta mais, mas que tem tudo para continuar…

 Essas férias que não chegam nunca!!!

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Viajar é algo bem interessante, eita trem danado de bão sô.

Uai, você passa a conhecer lugares que não tem noção de como seja, a não ser que vá para o mesmo lugar várias vezes e esse lugar acaba sendo tua segunda casa.

Várias variáveis podem criar intenções, propósitos de viagens que possibilitam uma interação de cunho social, cultural, ecônomico, religioso, político e também outros que no momento não consigo distinguir. Mas não importa, isso não é relevante agora, num próximo parágrafo talvés. Melhor, pensando melhor, vou discorrer sobre cada tipo, parágrafo por parágrafo.

Iniciaremos pelo turismo, que tem uma premissa sócio-cultural. Muitas pessoas viajam para vários lugares com o intuito de conhecer, de aprender com, de desvendar belezas naturais e artificiais também – a natureza é extremamente exuberante pelo mundo todo e o homem, as vezes, consegue construir algo dígno de estupefação, vale ressaltar e anunciar as sete maravilhas do mundo, tanto as do mundo antigo quando as do mundo moderno (14 entao…) – e por isso é valido, extremamente válido viajar para conhecer culturas, conviver com sociedades, com modos de vida diferenciados, aprender costumes extravagantes, enfim, expandir uma convivência humana que eu poderia simplesmente denominar como uma viagem de cognição. Turismo é uma forma de aprendizagem. Mesmo que viajemos para descanço ou à passeio, sempre aparece aqueles condutores de grupos de excursão nos guiando por pontos chamados de patrimonio cultural. Chatos ou não, esses caboclos possuem informações importantes para galera, o que já vale a pena, algumas vezes, tê-los por perto.

Viagens a negócios. Nesse quesito acredito que uma pessoa pode ir várias vezes à um lugar e conhecê-lo muito bem, ou pode ir à vários lugares sem ter tempo de conhecer direito tal lugar. Esse é o tipo de viagem que não tenho muito conhecimento, não costumo viajar à trabalho, fiz isso uma vez somente, mas aprendei como funciona certas coisitas do tipo. Essas viagens costumam ser extremamente agradáveis, já que tudo é bancado pela empresa, firma, companhia, e como é bão viajar com tudo pago e podendo desfrutar de hoteis, pousadas, passeios clandestinos (notinhas para justificar certos gastos) mas claro que tais compensações tem também momentos de estresse, já que resultados são cobrados pelos negócios em pauta.

Viagens de cunho religioso. Pouco conhecimento também tenho, não costumo viajar em caravana, em pequenos grupos ou mesmo sozinho para lugares onde fieis encontram-se e entoam cânticos, discorrem sobre crenças, cultuam à Deus ou deuses. Viagens assim costumam ser bem paradigmáticas, com finalidades bem diretas, sem alterações e com roteiros objetivos e bem definidos, assim como as viagens à negócios em certos aspectos.

Viajar ou não viajar, eis a questão (parafraseando Hamlet do ingles Willian). Viajar é preciso, viver não é preciso (parafraseando o Pessoa). Viver é importante. Consequentimente à uma viagem, as pessoas costumam voltar mudadas para casa. Essa mudança pode ser minúscula, efêmera, modesta, mediana, grande, gigantesca, integral, bom, não importa o grau de mudança, mas é verdade que viagens podem modificar alguma coisa no caboclo. Ter convivencia com o que é diferente, fazer algo que não lhe é usual,
passar por experiências nada costumeiras, conhecer gente com culturass diferentes.

Uma coisa muito imporatante também, que tenho que ressaltar, são os tipos exentricos de turistas que sempre topamos por ai. Com suas maquinas fotográficas dependuradas no pescoço, com suas filmadoras de última geração à mão, comprando bugigangas de lembrança, sem esquecer as camisas personalizadas a lá nome do lugar onde estão (interessantíssimas).

Um adendo: PELO AMOR DE DEUS, se for ficar fumando igual chaminé, falar ao celular como telefonista de call center e andar devagar igual à uma mula cansada, VAI PARA A FAIXA DA DIREITA.

Obrigado por tudo, desculpa por qualquer coisa.

P.S.: Viajar tambem pode significar conhecer alguma pessoa que tu quer muito conhecer. Mas quem sabe com o tempo…